Uma tarde qualquer

15:07




Numa tarde de sexta-feira, ele estava no saguão do meu prédio, sorrindo e encantador da maneira que só ele sabe fazer. Depois de olhar ao redor do saguão, seus olhos  encontraram os meus e alguma estranha magia se apoderou de nós.

Por alguns minutos eu estava ali, parada, concentrada, atordoada e encantada com tanta beleza que ele aparentava ter. O nome dele? Quem se importa, com o nome dele, aquela hora?! O importante é que ele estava ali e eu poderia ter a única chance de encontrá-lo.
 
Quando me dei conta, ele estava vindo em minha direção. Pareciam que nossos passos combinavam, que estávamos no sétimo céu, trocávamos olhares, aparentemente encantados, uma sensação que, dada a intensidade, parecia totalmente nova para mim.

Para mim, aquilo tudo parecia estranho, ainda mais pelo fato de eu nunca ter me apaixonada antes, mas agora eu pudia sentir que aquele sentimento forte se apoderava de mim, forma tão avassaladora mas ao mesmo tempo era um sentimento estranho e delicioso.

Ficamos apenas na troca de olhares, pois as palavras me escapavam da boca, me impedindo de não falar ao menos um oi para ele. Os minutos se passaram muito rápido e quando dei conta de mim, já estava do lado de fora do prédio, pois estava atrasada e tive que partir.

A tarde encantada acabou e eu senti muito medo de não vê-lo de novo, mal ele estava sabendo que não estava nos meus planos lhe deixar escapar e que aquela tarde estava destinada a se repetir por um longo tempo.




   

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